28 de agosto de 2010

O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder

Comecei a ler novamente "O Mundo de Sofia" de Jostein Gaarder. Já o li à uns anos atrás mas apeteceu-me voltar a lê-lo.

Deixo uma passagem sobre a efemeridade da vida...

Sofia parou no caminho de saibro, cismando. Procurou concentrar-se no facto de existir, procurando assim esquecer que não existiria sempre. Mas isso era de todo impossível. Quando se concentrava no pensamento da sua existência, emergia imediatamente a ideia do fim da vida. O contrário era igualmente verdadeiro: só quando se apercebia que um dia teria desaparecido, compreendia claramente que a vida era infinitamente valiosa. Era como as duas faces da mesma moeda, uma moeda que ela virava constantemente. E quanto maior e mais clara era uma face da moeda, maior e mais clara se tornava também a outra. A vida e a morte eram duas faces do mesmo problema. 

Não podemos imaginar que vivemos sem pensar que temos de morrer, dizia para consigo. Do mesmo modo, é impossível reflectir sobre o facto que temos de morrer sem sentirmos simultaneamente que viver é algo maravilhoso.

Sofia lembrou-se que a avó, no dia que soubera da sua doença, dissera algo semelhante. - Só agora tomo consciência de como a vida é rica - dissera ela.
Não era triste que a maior parte das pessoas tivesse que ficar doente para reconhecer que a vida era bela? Talvez tivesse bastado receber uma carta misteriosa!

Porque nunca é demais lembrarmo-nos que vale a pena viver e que só temos esta vida para o fazer =)

23 de agosto de 2010

Feed-back de ZMar

Boas,

Após umas férias bem porreiras e após um pedido especifico relativamente ao ZMar, aqui fica a resposta (não sei porquê mas não consigo ver o comentário aqui... Só soube dele atrevés do mail... =( )...

Para mim, que sou repetente, fiquei com um leve gosto de desilusão... As espectativas eram bastante elevadas depois do que vi o ano passado. No entanto, para quem não conhece, é uma experiência bastante atractiva.

Logo para começar pelo meu lugar de eleição: a mega-piscina...


Passámos a maior parte do nosso tempo aqui... Mergulha para um lado, nada para o outro... Joga um pouco de voley, trabalha um pouco para o cancro... Enfim... Uma brutalidade de água fresquinha que sabe mesmo bem com o calor do Alentejo....

Depois, a piscina de ondas...

ZMar
AquaShow

Comparada com a do AquaShow, é calminha, mas para o efeito é bastante porreirinha =)

Temos sempre várias actividades disponíveis:

- As actividades infantis (que também podem ser utilizadas pelos adultos)

 O belo do pneu

O "bêbedo"

A teia

O hiper-mega-gigantesco baloiço

O percurso radical dos miúdos


O slide


- As actividades para os adultos


O arvorismo

Tiro com arco

- As que não tenho fotos: bicicletas, matrecos humanos, campos de ténis, pistas de btt...

Relativamente ao espaço destinado aos visitantes... O alvéolo é suficientemente grande para albergar um grupo de 7 pessoas (5 adultos e 2 crianças), tenda e um carro.

Têm também disponíveis cozinhas comunitárias (com placa electrica e microondas) e zonas de lavagem de loiça e roupa assim como balneários.

Para a noite, não há nada como a sala de convívio


Enorme, com sofás extremamente confortáveis e 2 ecras para a malta ver televisão... Aberta até às 2 da manhã para quem não se quiser deitar cedo... 

O local das nossas noites...


Ideia Pessoal:
Tal como disse no início, para quem não conhece, até é porreiro. Para aquilo que estava à espera desiludiu-me.
O conceito é extremamente interessante: um parque de campismo ecológico. Onde se faz separação de lixos. Onde se aproveita a energia solar. A utilização de materiais reciclados. Enfim... Um fascínio dos grandes.

Este ano, fiquei com a ideia que se banalizou. O trato dos funcionários já não era o mesmo. A utilização de materiais reciclados diminuiu em grande:

Copos Bar 2009
Copos Bar 2010
enfim... A ideia original que me levou a querer conhecer perdeu-se... Para mim, que conheci o início, está na altura de rumar a outros lados... Pode ser que um dia volte ao ZMar...

Neste momento, embora tenham sido dias muito bem aproveitados, não é um sítio para onde queira ir novamente...

18 de agosto de 2010

Apenas mais uma história para reflexão...

Havia uma miúda Cega que se odiava pelo facto de ser Cega! Ela odiava tudo, excepto o seu Namorado. Garantia, aliás, que se um dia pudesse ver o mundo, que casava com ele.

Num dia de sorte alguém lhe doou um par de olhos! O Namorado dela, Feliz e sorridente, pergunta:
"Amor, agora que já consegues ver... Casas comigo?"

Ela estava chocada porque reparou que ele era cego e responde:
"Mas eu não posso casar contigo... porque Tu és cego..."

O namorado afasta-se dela, lavado em lágrimas, e diz-lhe: 

"Adeus .. Cuida bem dos meus olhos"

2 de agosto de 2010

Novidades... Fresquinhas...

E chegou o belo mês de Agosto. Emigrantes, turistas e afins invadem o nosso belo cantinho à beira-mar plantado...

Alguns de nós desejam que este tempo passe rapidamente para que possamos voltar à normalidade dos nossos dias sem termos que ouvir o "belo" portunhês que se fala nesta altura... Um mês passa rápido e mais rápido ainda quando temos direito a uns belos dias de paragem do trabalho...

Sim... 15 dias para gozar este belo Verão, graças ao belo oficializar de um longa relação...

Ao fim de 8 anosa de vida em comum, fomos os primeiros da Conservatória a efectuar o pedido online para iniciar o processo de casamento.

Hoje foi o grande dia... E foi mesmo grande... Cansativo mas mereceu o esforço.

Juntou-se a família cá em casa para um lanche e, embora não estando todos, deu para nos reunirmos =)


Agora vamos aproveitar e juntar alguns amigos numas férias no belo Sudoeste Alentejano, nesse belo Resort que é o ZMar

Qualidade de Vida (aka QOL) ao mais alto nível... Um complexo onde entramos e esquecemos tudo o que se passa cá fora... 
 
Sem telemóveis, apenas com televisão e internet ao fim do dia... E actividades ao ar livre durante todo o tempo que lá estamos.


Depois, uma nova etapa na minha vida que quero agarrar com unhas e dentes... Mas isso, fica para outro dia =P 

10 de julho de 2010

A união faz a força...

Um próspero fazendeiro estava gravemente doente. Preocupado com a desarmonia entre seus quatro filhos, resolveu dar-lhes uma lição. Chamou-os, mostrou-lhes um molho de ramos amarrados e disse: 

- "Como vocês sabem, estou doente e posso morrer a qualquer momento. Aquele que conseguir quebrar estes ramos só com as mãos será meu único herdeiro."

Os filhos estranharam, mas aceitaram o desafio. Entretanto, nenhum deles conseguiu quebrar os ramos. Indignados com a tarefa impossível proposta pelo pai, puseram-se a reclamar. 

Foi quando o fazendeiro pediu o molho e a anunciou que ele mesmo iria quebrá-lo. Incrédulos, os filhos lhe alcançaram os ramos e, atónitos, assistiram ao pai que, deitado, foi retirando os ramos e quebrando-os um a um, para depois concluir:

- Vocês são como este molho. Enquanto estiverem unidos, sempre poderão contar com o apoio um do outro. Porém, separados, vocês são tão frágeis quanto cada um destes ramos.

Trata-se apenas de uma fábula, como tantas outras que pregam essa mesma moral: a união faz a força. Mas, se abrirmos os olhos e observarmos ao nosso redor, podemos perceber que essa é uma das verdades menos questionáveis.

30 de junho de 2010

“Existem apenas duas maneiras de ver a vida: Uma é pensar que não existem milagres; e a outra é perceber que tudo é um milagre”. Albert Einstein


Após o desafio que lancei a minha irmã mais nova, aqui fica a minha divagação sobre a frase do título...

A vida é algo tão misteriosa que de facto não é possível não existir o conceito de milagre. Um milagre, segundo a definição:

Milagre (do latim miraculum, do verbo mirare, "maravilhar-se") é um facto dito extraordinário que não possui uma explicação científica.

Assim sendo, não me parece credível não acreditar em milagres uma vez que temos vários exemplos científicos:

                Como é que surgiu o Universo?
                Como apareceu a vida tal como a conhecemos?
    Como se desenvolvem algumas doenças?
                …

Desta forma, não indo sequer pela vertente religiosa, acredito que tendo tudo uma explicação, nós ainda não temos conhecimento suficiente para a alcançar. E, como não temos o conhecimento necessário para a compreensão de várias situações, resta-nos apenas acreditar que tudo é, ou se desenvolve, a partir de um milagre.

Porque sem dúvida que a vida, com todos os seus altos e baixos, é sem dúvida um facto extraordinário… =)

29 de junho de 2010

A esperança foi-se...

Boas,

Agora que a esperança morreu (pelo menos para este Mundial), deixo-vos com um texto desse grande senhor chamado Fernando Alvim, retirada do seu blog. É uma descrição bastante verdadeira (pelo menos, na minha opinião) de uma das nossas grandes virtudes: A ESPERANÇA!

É de tal forma nossa, que até a temos na nossa Bandeira. Por isso, desta vez podemos ter ficado pelo caminho às mãos (ou será melhor aos pés??) dos nossos irmãozinhos... Mas numa próxima oportunidade, a vitória será nossa =P

Porque afinal...
"A Esperança é a última a morrer..."



Uma esperança chamada Portugal

As pessoas falam muito na”saudade” e no “cozido à portuguesa” como símbolos maiores deste país e ainda não perceberam que a "esperança" é a melhor coisa que tem Portugal. Não há país com mais esperança que o nosso e se querem saber, há uma esperança portuguesa que não consigo encontrar em lado mais algum, a não ser neste. E que estava aqui agorinha mesmo e desapareceu entretanto. Se não se importam, deixem-me ir ver nos bolsos.

Falando a sério, em todo o mundo, a esperança é entendida com algo que devemos ter até morrer e essa, é justamente a diferença que nos distingue. Em Portugal, a esperança é algo que temos, mesmo depois de morrer. E por isso é tão forte e tão nossa. E se reparem bem, quando em situações de notória calamidade pública, com imagens de pilhagens, bandidos aos saltos como se fugissem do Chuck Norris, incêndios, prédios destroçados e feitos em pó, e a repórter a perguntar a quem passa: “ Ainda resta alguma coisa senhor?”, invariavelmente todos respondem “ Não resta nada, não resta nada!” e posto isto, começam num pranto que Deus me livre. Todos, calma aí! Se for um português a ser entrevistado, eu aposto – e estou aqui a colocar 10 euros na mesa por causa das coisas – eu aposto dizia, que obviamente que dirão “ Não resta nada!” mas – e agora é que é! – “ mas que ainda há esperança!” E posto isto, desatam também num pranto, que ninguém é de ferro.

Daí que Portugal parta em vantagem em relação a qualquer outro país, por ter esta coisa que muitos confundem com optimismo mas que não é, que é esperança e é da nossa como fosse uma espécie de vinho caseiro, aqui do terreno se é que me entendem. E é esta casta que nos faz acreditar para além do razoável e acreditar que vamos ganhar o campeonato, que a Maddie vai aparecer com vida, que nunca seremos como a Grécia, que um dia Eládio Clímaco regressará aos Jogos sem fronteiras. É esta esperança, a portuguesa, que faz de nós o que realmente somos: de Portugal.